31 de mai. de 2009

RAINHA VESTIDA DE IMPERADOR

O meu personagem desta vez será o jogador Adriano, a quem devia uma homenagem, já faz algum tempo, neste singelo espaço para exposição de ideias.
O atacante rubro-negro é o produto mais expressivo do maior celeiro de craques da modernidade, a mídia.
No velho continente o jogador recebeu o título de imperador pela calorosa e fascinada torcida italiana.
Já ouvi muito dizer que a emoção costuma deixar as pessoas cegas. Creio que exista alguma uma explicação psicológica fundamentada sobre esta questão. Essa é a única explicação para que os apaixonados torcedores cometessem tamanho pecado.
Aposto minha coleção de mini-craques que dentro de seu túmulo Júlio César deve ter se remexido todo e proferido: “Até tú, Adriano?”!
Com os olhos da razão é fácil enxergar o atacante como a Rainha da Inglaterra vestida de Imperador. Sobra-lhe imagem e respeito, mas lá no fundo todos sabem que ele não faz nada, apenas engana.
Sua coroa não faz sombra ao peladeiro das canchas de areia, que do terrão quadrado, riscado com graveto e suor, cria seu reino e encanta toda a plebe com a maestria do seu jogo.